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22 de Setembro de 2021
Uemg Monlevade completa 15 anos e comemora 1.300 engenheiros formados

No próximo domingo, 26 de setembro, a Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) completa 15 anos em João Monlevade. A instituição comemora o aniversário com a marca de cerca de 1.300 profissionais formados nos quatro cursos oferecidos no campus local: engenharias Ambiental, Minas, Metalúrgica e Civil.

Segundo a instituição, as celebrações do 15º aniversário começam com as aulas da primeira turma de Engenharia Mecânica, a partir da próxima segunda-feira (27), data em que se inicia o segundo semestre letivo de 2021. A Uemg passa a ofertar, anualmente, 320 vagas gratuitas de ensino superior.

A pandemia de Covid 19 impede festividades presenciais dos 15 anos. “Mas a data não passa despercebida diante da importância da Uemg Monlevade no cenário educacional mineiro. Atualmente, 1.300 alunos estão matriculados na unidade, que conta com 57 professores efetivos (concursados) e 29 contratados (designados). São 14 servidores técnico-administrativos na operação da secretaria, laboratórios, departamentos e biblioteca, além de 12 servidores da estatal Minas Gerais Serviços (MGS) que cuidam da zeladoria, asseio e conservação do campus”, informa a instituição.

A diretora da Uemg Monlevade, professora Júnia Soares Alexandrino, ressalta os impactos positivos da universidade na economia local. “A Uemg vem gerando crescimento econômico não só para João Monlevade, como também para a região, pois forma profissionais de qualidade que atuam em empresas de grande e médio portes”, diz Júnia. A professora efetiva Anna Carolina Simões, que já foi vice-diretora da unidade e atua desde a inauguração em Monlevade, complementa: “Nestes 15 anos, mais de mil engenheiros estão espalhados pelo mundo, levando, com brilhantismo, o nome da cidade e da universidade. Tenho muito orgulho de fazer parte do grupo que iniciou este sonho em 2006”, afirma a professora.

O prefeito de João Monlevade, Laércio José Ribeiro (PT), presta sua homenagem aos 15 anos da instituição colocando seu governo à disposição para parcerias. “Nesses 15 anos, além de parabenizar a Uemg, reafirmo o desejo de trabalharmos em parceria com a universidade, pois sem Ciência não há desenvolvimento”, afirma. O vice-prefeito Fabrício Lopes (MDB) também enviou felicitações à Uemg: “Parabenizo a Uemg, seus alunos e funcionários pelos 15 anos de serviços dessa importante instituição em nossa cidade. É um privilégio termos a Uemg em João Monlevade”, destacou.

 

História e desafios

 

A Uemg João Monlevade foi inaugurada no ano de 2006, após esforços do então deputado estadual Mauri Torres, que atualmente ocupa a presidência do Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCEMG). As parcerias com a Prefeitura Municipal também foram determinantes para o sucesso da instalação e manutenção da Uemg nesta uma década e meia.

A universidade está instalada no bairro Baú, onde ficam, além das salas de aula e biblioteca, três empresas juniores (Metal Minas, Sênior Consultoria Ambiental e Pilar) e os laboratórios de Física, Petrografia, Mineralogia e Geoprocessamento. O campus conta, ainda, com o Centro de Tecnologia (CTec), instalado na avenida Getúlio Vargas, com os laboratórios de Tratamento de Minérios, Soldagem, Microscopia, Ensaios Mecânicos, Hidráulica, Química e Águas. Futuramente, a universidade será transferida para o novo campus, no bairro Santa Bárbara, sendo esse um dos principais desafios a serem vencidos pela atual gestão. É que, no local, precisam ser construídos novos prédios para instalação de bibliotecas, novos laboratórios e sede administrativa, o que exige esforços políticos para que os recursos sejam disponibilizados para este projeto. Também ficará a cargo da Uemg Monlevade gerir o curso de Engenharia Civil no campus que será instalado na Uemg de Guanhães (que está em processo de criação).

Enquanto o novo campus não sai, a Uemg Monlevade vai fortalecendo parcerias para continuar a desenvolver seu trabalho como universidade focada em ensino, pesquisa e extensão. Atualmente, cerca de 50 projetos são desenvolvidos por alunos e professores, grande parte deles com atuação comunitária. Um dos destaques nesta pandemia é o projeto “Uma mão lava a outra” que ensina em escolas e centros comunitários como fazer sabão fabricado com óleo de cozinha usado. A coordenação é da professora Fabrícia Nunes Jesus Guedes em parceria com o professor Agostinho Ferreira. Toda a produção é distribuída gratuitamente em varais solidários pela cidade.

Outra iniciativa importante é o projeto “Entre a punição e a responsabilização: análise da reincidência penal a partir de grupo reflexivo para homens autores de violência doméstica e familiar”. Desenvolvido em parceria a Faculdade de Políticas Públicas (FaPP), estudantes mapeiam e trabalham os números da violência doméstica contra mulheres na cidade de Itabira, sob a coordenação do professor Diogo Luna Moureira.