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Polícia
14 de Abril de 2021
Testemunhas do Desastre da Ponte Torta serão ouvidas pela PC em Alagoas e Goiás

Prosseguem as investigações sobre a queda de um ônibus de viagem da Ponte Torta, no trecho de João Monlevade da BR-381, em 4 de dezembro do ano passado. Testemunhas serão ouvidas pela Polícia Civil nos estados de Alagoas e Goiás para ajudar a esclarecer as circunstâncias do desastre, que matou 19 pessoas e deixou outras 29 feridas. Em Alagoas, estado onde se iniciou a trágica viagem, residem muitas das vítimas, enquanto em Goiás está instalada a sede da JS Turismo, empresa apontada como tendo sublocado o ônibus da Localima. 
De acordo com o delegado regional de João Monlevade, Paulo Tavares Neto, que comanda as investigações, as testemunhas serão ouvidas por carta precatória, em parceria com as polícias civis desses estados. O laudo pericial, que traz dados técnicos e científicos sobre a dinâmica do desastre, já foi concluído. A reconstituição do acidente mobilizou 12 policiais civis. O motorista do ônibus, Luiz Viana de Lima, já havia prestado depoimento à Polícia Civil em João Monlevade a 7 de dezembro. 
O ônibus da Localima Turismo e da JS Turismo saiu da cidade alagoana de Mata Grande com destino a São Paulo, transportando 48 pessoas. Ele passava por João Monlevade, no sentido Belo Horizonte, quando, por volta das 13h10 do dia 4 de dezembro de 2020, arrebentou a mureta da Ponte Torta e despencou sobre a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Cinco pessoas, incluindo o motorista, conseguiram saltar do veículo antes que ele se precipitasse nos 34 metros de abismo. O resgate mobilizou socorristas de todo o Médio Piracicaba, e o atendimento aos feridos empenhou grande parte do corpo de profissionais do Hospital Margarida. O desastre foi uma das piores tragédias rodoviárias da história da região.