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Polícia
13 de Abril de 2021
Operação República apreende celulares, tablet, computador e carro
DivulgaçãoPCMG

A Polícia Civil divulgou na tarde desta terça-feira (13) os resultados da operação República, deflagrada ao amanhecer em João Monlevade. A ação prendeu três pessoas, incluindo um policial militar, que integravam uma quadrilha de assaltos a estabelecimentos comerciais, visando principalmente malotes e cofres de postos de combustíveis. Pelo menos cinco ações criminosas já teriam sido cometidas. Também foram cumpridos quatro mandados judiciais de busca e apreensão. 
A operação República foi desencadeada em conjunto pelas polícias Civil e Militar, que apreendeu celulares e mídias eletrônicas. Um automóvel também foi confiscado, pois há a suspeita de que ele tenha sido adquirido com dinheiro dos assaltos. Na casa do policial, foram recolhidos um tablet, um computador e nove telefones móveis. Todos esses objetos passarão por perícia para apuração dos fatos. 
O policial militar é suspeito de integrar o esquema, fornecendo-lhe informações privilegiadas, suporte e segurança para a execução dos crimes. Segundo a PM, ele está detido no quartel do 26º Batalhão, em Itabira, à disposição da Justiça. Os outros dois presos foram remetidos ao presídio de Ipatinga. Os trabalhos foram coordenados pelo delegado regional de Polícia Civil, Paulo Tavares Neto, e pela também delegada Monique Morais Bicalho, que, com suas equipes, executaram os mandados contra os civis, enquanto o militar foi detido por colegas de corporação. 
O setor de inteligência da Polícia Civil já investigava a quadrilha desde dezembro do ano passado. Os suspeitos respondem pelos crimes de roubo e corrupção ativa e passiva, além de incorrerem na lei 12.850/2013, que tipifica a organização criminosa. De acordo com a 4ª Delegacia Regional, “a prisão dos investigados e do policial militar investigado representa uma grande ação no combate aos crimes violentos na região, uma vez que essa organização criminosa era a responsável por grande parte dos roubos e furtos qualificados, praticados nos últimos meses”. Os nomes dos detidos não foram divulgados.