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Geral
sexta-feira, 5 de julho de 2013

Diretor da Enscon afirma que tarifa em Monlevade é de R$2,45

  Ônibus param de circular após atos de vandalismo, prejudicando população

Uma nova onda de protestos tomou conta de João Monlevade essa semana e, mais uma vez, envolveu ônibus da Enscon, resultando na diminuição da circulação dos coletivos. Mas para o diretor da concessionária de transporte, Eduardo Lara, as manifestações demonstram o descontentamento da população com várias questões e não apenas com o preço das tarifas.
Eduardo cita os protestos como uma desordem geral e alega que está havendo falta de informação e distorção dos fatos. “A tarifa de R$2,90 é apenas para quem paga no dinheiro. Quem tem o Ensconcard paga R$2,45 pelo transporte. Há também pessoas que usam a tarifa social (R$1) e aqueles que utilizam o sistema de integração, no qual o passageiro embarca no segundo ônibus sem pagar o valor da passagem”, disse o diretor da Enscon que alegou ainda que a maior parte da população paga a passagem no cartão. Segundo a empresa, mais de 70% dos passageiros utilizam o Ensconcard.
Questionado a respeito da possibilidade da redução da tarifa, ele lembra que essa é definida pelo Conselho Municipal de Transportes (CMT) e não considera a mesma cara. “A tarifa de R$2,45 é uma das mais baratas”, afirmou.
A polícia registrou ataques a ônibus da Enscon que resultaram até mesmo em ferimentos a motorista (veja matéria na página 7). O prejuízo com os atos de vandalismo ainda não foram calculados. Segundo Eduardo Lara, motoristas estão assustados com a situação. Ele disse que muitos alegaram que preferem ser demitidos a trabalhar em algumas linhas.
Na segunda-feira, após atos de vandalismo, a empresa ordenou que, em algumas regiões, os ônibus parassem de circular à noite. O fato se repetiu no dia seguinte, mas, desta vez, Eduardo afirmou que a atitude partiu dos próprios motoristas.
Com a falta de ônibus, empregados da ArcelorMittal tomaram a iniciativa e buscaram alternativas. Eles se organizaram e foram para a Usina em sistema de transporte solidário, carona ou utilizando veículos próprios. A empresa montou um sistema de apoio de emergência, utilizando veículos prestadores de serviços (vans, táxis e pick-ups). Esse sistema teve que ser acionado para aqueles funcionários que haviam ido trabalhar na tarde de segunda-feira usando o transporte coletivo e ficaram sem ter como retornar para casa ao final da jornada, à noite. 
O sócio proprietário do Hiper Comercial Monlevade, Marcelo Bicalho, alegou que o recolhimento da frota de ônibus mais cedo prejudicou e muito a rotina dos funcionários do comércio. A empresa tem cerca de 250 empregados que utilizam o transporte coletivo. Aqueles que trabalham até mais tarde tiveram que voltar para suas casas em vans, alugadas pelo hiper-mercado e/ou de carona com outros empregados.

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