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22 de maio de 2015
Por um trânsito mais humano
O trânsito na região central de João Monlevade tem sido pauta constante de matérias jornalísticas, de discussões nas ruas e nos bastidores e de debates na Câmara Municipal. Ao longo dos anos, com o aumento expressivo do número de veículos em circulação e sem intervenções complexas ou obras consistentes que amenizem o problema, o caos no centro da cidade e nas vias mais movimentadas tem aumentado consideravelmente.

Projetos e boas idéias são sempre bem vindos, sejam de órgãos públicos ou de entidades privadas. E têm partido da Câmara Municipal boas iniciativas para tentar amenizar os problemas do setor, principalmente no que diz respeito à conscientização da população. Preocupado com a segurança dos pedestres na cidade, o vereador Evandro Dias dos Santos, o ‘Tuquinho’ (Pros), apresentou dias atrás no Legislativo o Anteprojeto de Lei 01/2015, que institui o programa “Pé na Faixa Pé no Freio”. A iniciativa objetiva criar uma ação permanente de educação no trânsito, priorizando o respeito aos pedestres que atravessam na faixa. Conforme o projeto, o Executivo, juntamente com os setores responsáveis pelo trânsito, deverá realizar estudos técnicos que avaliem a melhor localização para a instalação de sinalização nas vias.

Segundo o vereador, o projeto foi pensado a partir de estudos feitos em outras cidades, com trânsito semelhante ao de Monlevade. “Sempre busco alternativas e boas práticas para adaptá-las à nossa realidade. O trânsito de Monlevade é intenso, em especial aos sábados e horários de pico. É preciso ressaltar junto aos motoristas o respeito que deve se ter às leis, que determinam que a preferência é sempre do pedestre. Contudo, é importante também mostrar aos pedestres que eles devem sempre atravessar na faixa”, destacou Tuquinho.
Conforme o Anteprojeto, o Setor de Trânsito e Transportes (Settran), em conjunto com as secretarias de Obras e de Serviços Urbanos, deverá realizar estudos técnicos que avaliem a melhor localização para a instalação da sinalização do ‘Pé na Faixa Pé no Freio’. A sinalização corresponde a faixas de pedestres do tipo elevadas, trazendo placas com os dizeres “Pé na faixa Pé no freio”. As faixas de pedestres deverão ser substituídas por faixas elevadas de forma gradual e progressiva, com prioridade para as vias públicas onde haja maior fluxo de pedestres ou de veículos.

Ainda segundo Tuquinho, em breve serão realizadas blitz educativas em diversos pontos da cidade com o objetivo de conscientizar motoristas e pedestres sobre seus deveres e obrigações no trânsito. “O objetivo é buscar em um curto espaço de tempo ter em nossa cidade um trânsito mais seguro e harmônico para toda a população”, afirma.
O projeto vem em boa hora, já que, recentemente, foram registrados graves atropelamentos de pedestres em cimas de faixas, como o que matou um aposentado em frente à Secretaria de Saúde, no bairro Belmonte.

Respeito



Ainda tratando de campanhas educativas para o trânsito, a Câmara de João Monlevade enviou recentemente um ofício ao prefeito Teófilo Torres (PSDB) solicitando a instituição de uma campanha de conscientização e respeito às placas de estacionamento reservadas a portadores de necessidades especiais.
A campanha é uma iniciativa do vereador Guilherme Nasser (PSDB) e terá como destaque a frase “Muitos querem usar esta vaga, mas ninguém quer usar essa cadeira”.

O vereador salientou a importância da realização de campanhas de conscientização que tratem do trânsito para a sociedade. “Temos que ter mais educação no trânsito e as campanhas são extremamente importantes para que possamos conscientizar a população”, enfatizou Nasser.
Para o presidente da Associação de Cooperação e Integração dos Portadores de Deficiência de João Monlevade (Acinpode), Elias Gonçalves, a campanha é muito importante. “É uma boa iniciativa. Vivencio o problema todos os dias ao procurar uma vaga em estacionamentos. As pessoas usam sempre a mesma frase: ‘Volto já É rapidinho’ e ‘É só por um minutinho’. Essas são as justificativas constantes das pessoas que param em vagas especiais, mas que não têm direito a elas”, salienta.

Elias ainda informou que parando na vaga do idoso ou do deficiente, a pessoa comete uma infração leve, prevista no Código Brasileiro de Trânsito, com multa de R$ 53,20, além de ter três pontos lançados na Carteira de Habilitação, em razão do descumprimento da legislação.
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