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Geral
22 de maio de 2015
Sem obras faraônicas, bairro Egito quer mais atenção
Uma região desconhecida pela maioria dos monlevadenses que não tem grandes empreendimentos comerciais ou construções faraônicas. Na verdade, segundo moradores, o local sofre com a falta de Código de Endereçamento Postal (CEP), rede de esgoto e com o precário sinal de telefonia. Sendo assim, o bairro requer mais atenção do poder público. O que se vê são pessoas simples e batalhadoras, que já tiveram ou têm que enfrentar a falta de água, de rede de esgoto, calçamento, sinal de telefone, precariedade no transporte público, entre outros problemas.
O bairro Egito já pertenceu à Bela Vista de Minas e, segundo os moradores, em 1964 foi realizado um plebiscito para saber se o bairro deveria ser incorporado a João Monlevade. Desde então, algumas coisas mudaram no local.

Uma das principais mudanças para os moradores foi o asfaltamento, inaugurado no mês de abril deste ano e que trouxe uma melhoria para o bairro. “Agora temos uma qualidade de vida. Os ônibus da linha 12 e 154 estão passando na rua Serra do Egito e as crianças podem ir à escola sem chegarem à aula sujos de barro”, aponta Auridiane Júnia de Oliveira.

Porém, mesmo com o asfaltamento, as reivindicações dos moradores são muitas. “Falta um posto médico. Poderia ter atendimento pelo menos uma vez por semana”, expõe Ivanildo Sebastião Cássio. Outra reclamação dele é a falta de iluminação no bairro, que é insuficiente para as vias. “Não há luz na entrada do Egito e nem na subida da rua Serra do Egito”, afirma.
Há ainda problemas de falta de água encanada e de rede de esgoto, que não é realidade para todos no bairro. “Na rua Serra do Egito, não temos encanamento para água do Departamento de Água e Esgoto (DAE). Usamos da nossa nascente, mas já passamos dificuldades em épocas de seca. Cedemos um pedaço do nosso quintal para a construção de outro reservatório. Já esta tudo registrado, mas até agora não resolveram nossa situação”, relata Valdirene Fernandes Cássio.

De acordo com a moradora, foi instalada uma grande caixa d’água para a distribuição em todas as residências. Porém, não terminaram a obra e, com isso, quem mora na parte alta do Egito fica prejudicado. Além disso, segundo Valdirene, a água é desperdiçada, já que há um vazamento na caixa.
O esgoto também é um problema do bairro. Segundo moradores, não há tratamento e ele é jogando em qualquer lugar. “O canal do córrego recebe todo tipo de sujeira das casas, o que dá muito mosquito”, diz Ronaldo de Almeida.

Escola

No bairro Egito, há uma escola estadual que atende crianças do pré-escolar até o 5º ano. A administração da entidade é feita pela Escola Estadual Monteiro Lobato e os moradores relatam falta de merenda e refeitório, falta de área de lazer, ausência da diretora e os computadores da sala de infor-mática já estão estragados. “Quando não tem cantineira os alunos são dispensados mais cedo. Já foi pedido à Prefeitura uma área para a construção de uma quadra, mas ninguém fez nada”, conta Valdirene.

Comunicação



Como o bairro não tem CEP, os moradores ficam sem receber suas correspondências e, para tentar resolver o problema, foram instaladas, na única mercearia do Egito, várias caixas de correios comunitários. “Elas não são usadas porque os carteiros não passam por aqui. Precisamos passar endereço de parentes e amigos para receber nossas encomendas e cartas”, afirma Jadir Costódio Pereira.
Outra falha na comunicação relatada pelos moradores é a ausência de sinais de telefones celulares, que não funciona. “O prefeito já prometeu colocar uma torre de sinal próximo ao bairro, mas nada foi feito”, reclama Jadir.

Prefeitura



A Prefeitura afirma que busca novos recursos para investir no bairro e planeja outras obras para o local. Com relação à entrega de correspondência e sinal de celular, a administração explica que vem intercedendo aos Correios e operadoras de telefonia celular, respectivamente, para resolver as questões.