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5 de fevereiro de 2018
Santuário do Caraça, em Catas Altas, passa exigir cartão de vacina contra febre amarela
Divulgação
Visitantes ao Caraça devem estar imunizados e mostrara o cartão de vacinas
Como forma de evitar a proliferação da febre amarela na região, o Santuário do Caraça, localizado em Catas Altas, passou a exigir a apresentação do cartão de vacina para entrada dos visitantes na área do parque. Só pode ter acesso ao local, quem tiver se imunizado há pelo menos dez dias, segundo a direção do Santuário. O Complexo do Caraça recebe pessoas de cerca de 50 países todo ano.

Até o momento, não há casos da doença registrados no Complexo e nem em Catas Altas, que é o único município da região sem registros da doença. Porém, de acordo com um comunicado exibido no site do Santuário, o Complexo do Caraça segue uma normativa da Secretaria de Saúde de Catas Altas. “Por questões de saúde pública, só será permitida a entrada no Complexo Santuário do Caraça mediante apresentação do cartão de vacinação que comprove a vacina contra febre amarela há pelo menos 10 dias”. A medida, esclarece ainda a nota, é uma ação preventiva necessária para combater a doença.

Além da apresentação do cartão, o Complexo, em parceria com a Prefeitura da cidade, promoveu uma campanha de vacinação e divulgação de informações para os funcionários. “A RPPN do Caraça tem uma equipe treinada e orientada pelos órgãos competentes, fazendo o monitoramento diário das trilhas e dos primatas. Não foi identificado nenhum caso de contaminação de febre amarela”, explica a nota.

De acordo com dados da Vigilância e Proteção à Saúde de Minas Gerais, foram confirmados 81 casos no estado, dos quais 36 com mortes. Na região, uma morte foi confirmada em Santa Bárbara uma, em Alvinópolis uma, em Barão de Cocais e uma em Itabira. O Governo de Minas Gerais decretou situação de emergência em cinco áreas do estado, somando 162 municípios.

Febre amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos infectados.

Em área rural ou de floresta, os macacos são os principais hospedeiros e a transmissão ocorre pela picada dos mosquitos transmissores infectados Haemagogus e Sabethes.

Nas cidades, a doença pode ser transmitida principalmente por mosquitos da espécie Aedes aegypti. Não há transmissão direta de pessoa a pessoa.

Os sintomas iniciais da febre amarela incluem o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza.


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