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6 de outubro de 2017
Policlínica Central: Referência há 45 anos
Luiz Ernesto
Policlínica Central foi inaugurada há 45 anos
Raio-X nos Postos Médicos

O jornal A Notícia dará início nesta edição a uma série de reportagens sobre as unidades de saúde de João Monlevade. O objetivo é traçar um raio-x das unidades, contando um pouco de suas histórias, estruturas, volumes de atendimentos, serviços prestados, profissionais disponíveis, atual situação e a importância dos postos para a região onde estão instaladas e para o município. Abrindo a série, a reportagem visitou a Policlínica Central, situada na rua Duque de Caxias, no bairro José Elói.

Um dos postos de saúde mais tradicionais, antigos e com a maior demanda da cidade, a Policlínica Central foi construída na primeira gestão do ex-prefeito Antônio Gonçalves e inaugurada no dia 2 de abril de 1972. Com localização central, o posto de saúde tem como vizinhos a praça Vereador João Bosco Pascoal, o Departamento de Águas e Esgotos (DAE), a Delegacia de Polícia Civil, A Escola Estadual Louis Ensch e o Centro Educacional de João Monlevade.
Na manhã da última terça-feira (3), o local estava tranquilo, sem muita movimentação e o setor mais procurado era o de marcação de consultas, com cerca de oito pessoas sendo atendidas ou esperando. Nas salas de espera e nos corredores internos, o movimento também era baixo e mais oito pessoas, entre pacientes e acompanhantes, esperavam atendimento. A maioria, idosos.
Para o aposentado José Camilo Silvestre, de 77 anos, o atendimento no local é bom, mas, claro, quando o movimento é maior, tem que se ter paciência. “Claro, tem que dar sorte de estar vazio, como hoje, que está bom. Quando está cheio, demora. Mas é assim em qualquer lugar. Não acho que é culpa de funcionário, enfermeiro ou médico. É assim no Brasil inteiro. Saúde pública é problema no país todo”, destaca.
Já a dona de casa Maria de Fátima Souza, que levava seu filho Vítor, de 6 anos, ao posto, elogiou o atendimento e foi abordada pela reportagem logo após agradecer as atendentes, na entrada da unidade. “Nas poucas vezes que precisei, graças a Deus, fui bem atendida, seja por mim ou pelos meus filhos. Aperta mais quando é uma campanha de vacinação, por exemplo, ou quando há um surto de uma doença, como aconteceu com a febre amarela, há pouco tempo. No mais, o atendimento é bom. O Vítor foi bem tratado e nem ficou com medo”, afirmou.

Atendimentos

Mas nem todo dia é de calmaria na Policlínica Central. De acordo com a gerência do posto, a maior unidade básica de saúde da cidade atende a mais de 3 mil pessoas por mês. A unidade possui 100 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e atendentes. Ainda segundo a gerência, o local é uma referência em João Monlevade e para as cidades vizinhas, sendo que a demanda do local é muito superior aos demais postos do município. Entre as especialidades atendidas na Policlínica, estão as de pneumologia, otorrino, cardiologia, urologia, nefrologia, endocrinologia, gastrologia, ortopedia, pequenas cirurgias, curativos e odontologia para crianças matriculadas na rede municipal de ensino. A unidade também atende a duas equipes do Programa Saúde da Família (PSF) a diversos bairros da região central da cidade e realiza exames como teste do pezinho, preventivo, eletro e aplicação de injeções.

Denúncias

Recentemente, alguns vereadores debateram a situação precária de determinadas salas da Policlínica Central, entre elas, as de atendimento pediátrico. O vereador Belmar Diniz (PT) utilizou a tribuna da Câmara para afirmar que salas estão mofadas e com problemas de vazamentos. O parlamentar Guilherme Nasser (PSDB) também tocou no assunto e disse que a situação deve ser avaliada, pois, para ele, nada na Policlínica é o ideal. Questionada à época sobre o assunto, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura afirmou que haveria uma reforma geral no local. Nos últimos dias, em redes sociais, foram fotografadas as dependências da Policlínica, mostrando problemas estruturais, como infiltrações, pisos quebrados, móveis danificados. Também recentemente, o local foi alvo de denúncias por falta de medicamentos. O caso foi verificado pelos vereadores Belmar e Revetrie (PMDB) e pela conselheira de saúde, Jalva Teixeira. O caso gerou muitas repercussão porque os três não conseguiram verificar a situação do almoxarifado da Prefeitura.
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