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27 de fevereiro de 2015
Projeto para a leitura e a escrita
Em 1995, a professora Andréa Aparecida de Menezes, motivada pela necessidade de os alunos escreverem e produzirem mais textos, desenvolveu um projeto de criação de livros. “Ao olhar os cadernos de produção e escrita dos meus alunos, tive a ideia de criarmos um livro onde cada um escolheria e publicaria uma história e uma ilustração de sua autoria”, conta Andréa.

Através de dois mascotes, o Perdigão e a Clarissa, da Rede Promove, que fornecia o material didático para o Colégio Kennedy, a professora passou a motivar a produção de textos e de desenhos. A didática feita pela professora consiste em desenvolver produções de diferentes gêneros durante todo o ano. No mês de agosto é anunciado aos alunos que vão criar um livro, no qual cada um seleciona a história a ser publicada.

De acordo com a professora, as produções publicadas são ligadas a temáticas abordadas nas duas classes – manhã e tarde – e são votadas entre os alunos. São diferentes temas, como poemas, família, religião, natal, histórias gerais, Brasil, entre outros, que devem englobar todas as redações estudadas no livro didático.

Para a bibliotecária do colégio, Denise de Maria Pinheiro Moreira, esse tipo de atividade ajuda a valorizar a escrita dos alunos. “Quando vou transcrever as histórias para o computador, chamo aluno por aluno para me explicar o que queriam transmitir com seu texto, já que, muitas vezes na idade deles, o raciocínio é mais rápido do que a escrita”, aponta Denise.

Os livros



São ao todo 18 produções já publicadas pelas turmas da professora Andréa e cerca de 200 livros impressos. No livro “Poemas para sonhar”, os alunos escolheram elaborar textos poéticos e foi um dos únicos com essa abordagem. “Foi um livro inesperado e desafiador”, relata.

A obra “Você Troca? Se eu fosse? Não confunda?”, inspirados em três livros da autora Eva Furnari, acabou se tornando um livro de bolso com perguntas e respostas. “Foi uma produção engraçada e o formato do livro foi menor, devido à vontade de os estudantes os carregarem para todos os lados”, conta.

Em 2013, para continuar o projeto e dar mais estímulo à professora, foi proposto às turmas que levassem um cachorro de pelúcia para casa e contassem a experiência com o brinquedo. “Cada classe escolheu um nome para ele e realizamos sorteios para saber o dia que cada um ia levar para casa”. A proposta dessa edição era escrever uma página de diário contando a experiência com o cachorro. Segundo Andréa, a proposta de criar um diário veio através do livro “Diário de Julieta”, do Ziraldo, que foi trabalhado em sala de aula.

A escola inteira se mobilizou e conheceu o Tobi e o Fofucho, nomes dados pelas turmas aos cachorrinhos. “Os alunos tinham que tirar uma foto com o animal de pelúcia, sozinhos ou com a família. Com isso, os pais tiveram que se mobilizar para que a tarefa fosse realizada”, assinala.

De acordo com a professora, as mães relataram que as crianças ficaram muito animadas em realizar tarefas com o brinquedo. Os textos publicados no livro “Fofinhos” relatam claramente essa empolgação com o cachorro da turma.

Lançamento



Assim como escritores famosos, os alunos também têm noites de autógrafos. No dia do lançamento, há uma apresentação do projeto, acompanhado de apresentação musical para os pais e convidados. Após essa mostra, os estudantes vão para o pátio do colégio para autografar os livros e escrever dedicatórias aos familiares. “Dias antes, os alunos treinam os autógrafos e as dedicatórias e cada um traz uma caneta especial para realizar as assinaturas”, relata a professora.

Recompensa



Para Andréa, esse projeto ajuda os alunos as gostarem mais de ler e de produzir. “Não tem como parar de realizar essas atividades, os alunos gostam e se envolvem muito. Alguns já me relataram que o livro marcou a sua trajetória escolar”, declarou.

A professora e a bibliotecária destacam que ler e ter contato desde cedo com livros é importante para a formação das pessoas. “A leitura esta no mundo, no olhar, no jeito das pessoas, em figuras, ilustrações, no nosso cotidiano. Abordar essas temáticas é uma das melhores formas de mostrar aos estudantes que os livros são mágicos”, acrescenta Andréa.
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