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30 de janeiro de 2015
Nos gramados do passado
Saudade. Essa é a palavra que resume o sentimento dos apaixonados por futebol de campo que acompanharam os áureos tempos do esporte em João Monlevade e região.
O Médio Piracicaba possuía, até meados da década de 1990, um forte campeonato, com elevado nível técnico, através do qual surgiram grandes jogadores e onde a disputa e a rivalidade entre os clubes era muita, com a realização de grandes jogos.

Real Esporte Clube, Recreativo, Guarani, Industrial, Vigilante, Independente, Metalúrgico e as equipes das cidades vizinhas, como o Comercial (Nova Era), União (Bela Vista de Minas), Prateano e Nacional (São Domingos do Prata) e Dionisiano (Dionísio) são alguns dos exemplos de clubes da região que marcaram época nas décadas de 1970, 1980 e 1990.

Os campos ficavam lotados e os grandes jogos eram esperados e prestigiados pela população. Estádio Louis Ensch campo do Recreativo, no bairro Vila Tanque campo do Guarani, no Lourdes do Real, no bairro Novo Horizonte e o Estádio Olímpico e o campo do Industrial, no Santa Cruz sem falar no campo do Jacuí, eram os palcos para as belas partidas de futebol que transformavam as manhãs e tardes de domingo em momentos de lazer e de descontração para torcedores de toda a região. Além de demonstrar a grande rivalidade que existia entre as equipes, com torcedores de outras cidades comparecendo em bom número a Monlevade para torcer por seus clubes.

Um dos atletas que mais se destacou entre as décadas de 1980 e 1990 foi o atual prefeito de São Domingos do Prata e presidente da Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Piracicaba (Amepi), Fernando Rolla, mais conhecido nos tempos do futebol como “Pastel”. Fernando, que atuou pelo Clube Atlético Prateano por 22 anos e no Nacional Esporte Clube por um, sendo campeão e artilheiro em diversos campeonatos, relata que os campeonatos eram muito difíceis e disputados e que a rivalidade era muito grande. “Sinto muitas saudades da época. A cidade se movimentava em função dos jogos e havia uma rivalidade sadia. Antes as pessoas se envolviam pelo amor ao futebol, hoje em dia tudo se resume em dinheiro nesse meio”, destaca Fernando.

Saudades



Hoje, mesmo havendo campeonatos promovidos pela Liga Monlevadense de Futebol (LMF), o glamour dos bons tempos do esporte ficou para trás. O nível técnico das competições nem de perto se compara ao apresentado nos anos de 1970, 1980 e 1990, os torneios não têm o mesmo apelo e não atraem um bom público.

Para o metalúrgico aposentado, ex-atleta e jornalista esportivo Maurício Reis, a realidade atual do futebol em Monlevade está muito distante daquela apresentada no passado. “O futebol está morto. Só falta enterrar. Como diz o cancioneiro popular: Tempo bom, não volta mais....”, brinca.

Para Maurício, quando se fala em futebol local e regional, seja para relembrar grandes clubes, jogos memoráveis ou atletas com potencial para integrar clubes profissionais de renome nacional, é necessário “voltar a fita” para as décadas entre 1960 e 1990. Ele não tem dificuldades em citar os grandes clássicos e craques que marcaram o passado do futebol na região.

“Tínhamos grandes clássicos, como Metalúrgico x Belgominas, Vigilante x Real, Nacional x Clube Atlético Prateano e União x Atlético de Bela Vista. E também muitos craques, como Paulo Silvério, Curió, Gregório, Mingau, Caroço, Marquinhos, Osmar, Hilário, Toca, Nino, Dezinho, Bené, Jânio, Neguinha, Fu, Chico Preto, Pastel, Gê, Gatão, Grassim e Jorge Tiziu, entre outros. Foi uma época carregada de variadas emoções”, relembra.
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