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21 de agosto de 2015
Um personagem que ganhou vida
Wandão Madruga é um bonvivant. Está preso à vida e não nega suas opiniões poéticas acerca da existência humana. Como bom filósofo, observa as dores e as delícias do homem, “neste asteroide pequeno que todos chamam de terra”, como na canção de Zé Ramalho.
Com esse pensamento, o jornalista e escritor Luiz Ernesto de Oliveira Guimarães passa a palavra para Wandão Madruga em seu novo livro, “Cacos Madrugais”, que será lançado amanhã (22) na República Literária, em João Monlevade.
O livro é o terceiro da autoria de Luiz Ernesto e foi produzido e será lançado de maneira independente. O autor já lançou “Crônicas de um Repórter”, em 2010, uma coletânea de crônicas escritas para jornais, a maioria delas para o A Notícia e “Sol das Cinco”, de contos, em 2012. “Para os dois primeiros, busquei apoio com empresas parceiras e os trabalhos foram lançados pela editora Cuatiara, do falecido escritor Maxs Portes”, conta Luiz Ernesto.
De acordo com ele, o livro foi escrito sem pressão para ser publicado e tem o tom humorístico e ácido do personagem. “Wandão é um píncaro, um mambembe, um filósofo de botequim que surgiu em outras crônicas e está presente nos dois primeiros livros. Como ele tem uma percepção interessante da vida, selecionei alguns temas atuais, sobre os quais imaginei os palpites do filósofo”, diz Ernesto. Vez ou outra Wandão aparece em crônicas e textos do escritor, mas, desta vez, ganhou vida própria e é o “autor” do terceiro livro de Luiz Ernesto. Ainda segundo o jornalista e escritor, o livro traz a visão filosófica do personagem em análises de situações contemporâneas e percorre 40 temas pontuais, como política, futebol, sexo, religião, casamento, boemia, entre outros.
O escritor garante que as opiniões do personagem, muitas vezes, são bem diferentes das pessoais e, em algumas situações, eles chegam a discordar. “Por ter uma personalidade forte, um humor agudo e um temperamento irônico, em alguns momentos o Wandão destoa de mim. Como disse, nos textos do livro ele ganha vida própria e eu nem sempre estou de acordo com os pontos de vista dele”, afirma. Às vezes, criador e criatura se dissociam, embora mantenham muitas coisas em comum.

Sopro de Letra


Além do livro, Luiz Ernesto lança amanhã o segundo número de sua revista Sopro de Letra. O material, segundo ele, é “uma cachaça”, pois é feito sem compromisso editorial e em momentos de lazer. A revista também é uma produção independente do autor.
O segundo número faz uma homenagem ao cantor e compositor Elomar, de quem Ernesto é fã, além de textos líricos, “brincadeiras” com música e poemas, entre os quais, destaca-se um do professor Nilton de Souza, o Tim Mirim, reproduzido de uma publicação do Grupo de Estudos Literários (GEL) coordenado por Tim e que movimentou a cena cultural de João Monlevade nas décadas de 1970 e 1980. O material foi repassado pelo ativista cultural Francisco de Paula (Barcelona). O livro, juntamente com um exemplar da Sopro de Letra, custará R$15.
Parte da renda obtida com a venda do livro será utilizada na compra de ração para a Associação Cãopanhia do Bem, que cuida de animais abandonados. Na ocasião, a República Literária realizará a sua tradicional Feira de Livros e haverá apresentações musicais.
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