Variedades
20 de dezembro de 2014

Desafios e metas para a cultura em monlevade

No último dia 27 de novembro comemorou-se o Dia Municipal da Cultura em João Monlevade. Em alusão à data, a Câmara Municipal entregou nos últimos anos a Medalha de Honra ao Mérito Cultural Leonardo Diniz Dias, homenageando aqueles que se destacaram no campo cultural no município. Mas o setor merece e quer muito mais. E quando se toca no assunto, inevitavelmente as atenções se voltam para o órgão responsável por fomentar a cultura na cidade: a Fundação Casa de Cultura.

No início do governo de Teófilo Torres (PSDB), a direção executiva da Fundação ficou a cargo da artista plástica Elaine Dias. O período foi marcado pela reformulação do espaço físico da Casa de Cultura, quando foram revitalizados o galpão, os espaços internos e a fachada, produzindo um ambiente mais aconchegante.

O tempo passou e desde o mês de junho a Casa de Cultura é comandada pela diretora-presidente Claira Ferreira, jornalista que anteriormente ocupava a presidência da fundação e a Assessoria de Comunicação do Executivo. Fazendo um balanço dos últimos dois anos à frente da autarquia, Claira aponta dificuldades, mas não deixa de destacar as realizações da pasta. “Foram dois anos de muito trabalho. A Fundação Casa de Cultura, apesar de ser uma autarquia pequena, precisa de uma estrutura razoável para oferecer cursos à população, realizar e apoiar eventos e iniciativas em prol da cultura no município. Nestes dois anos, as realizações da Fundação se devem muito ao olhar do prefeito Teófilo Torres à causa cultural. Por isso, tivemos um apoio muito grande nas nossas conquistas e atividades culturais neste período, como as apresentações do cantor Chico Lobo, Quarteto de Cordas, Samba e Chorinho na Praça, Patati Patatá, César Menotti e Fabiano e Paulinho Pedra Azul, só para citar algumas atividades que fizeram parte do cinquentenário de João Monlevade”, destaca.

Claira também não deixa de citar os apoios da autarquia a iniciativas culturais da cidade, como o “Sexta-Feira Cultural, promovido pelo músico Rômulo Rás, Festivais de Dança, palestras, publicações, apresentações artísticas e a destinação de recursos para todas as bandas, corais e congados da cidade. Os cursos mantidos pela Fundação também são citados pela diretora. “Destacamos o importante trabalho que a Fundação desenvolve para a formação artística e cultural da população, com a oferta de sete cursos, totalmente gratuitos, para crianças, jovens, adultos e idosos. Atualmente são mais de 550 alunos frequentando os cursos de Dança de Salão, Pintura em Tela, Pintura em Tecido, Canto, Piano, Violão e Bateria. Os resultados obtidos por estes trabalhos são surpreendentes no que cerne à formação humana, à terapia, à socialização, à convivência e à relação de amizade que os grupos constroem neste ambiente”, salienta.

Monlevade



Ainda segundo Claira, João Monlevade é uma cidade muito rica culturalmente, que conta com uma enorme diversidade cultural, além de atores que fazem sua própria história, gente empreendedora e extremamente criativa. Porém, há um número reduzido de pessoas que “fazem acontecer”. “Infelizmente, os grupos culturais encontram dificuldades em contar com pessoas disponíveis para abraçar projetos culturais e dar a eles todo o andamento e acompanhamentos necessários. A área precisa de pessoas dispostas e disponíveis a colocar as mãos na massa. E é bom esclarecermos que valorização não significa apenas investimento financeiro, mas também engajamento, participação e envolvimento de todos, gestores, ativistas e população, nas atividades culturais da cidade”, diz

Objetivos



De acordo com Claira, a intenção é aprimorar a relação que a Fundação Casa de Cultura possui com a comunidade, expandindo suas atividades e aproximando cada vez mais a cultura das pessoas através das parcerias. “Temos como metas a ampliação das parcerias com as secretarias de Educação, Saúde, Assistência Social, Esportes, Meio Ambiente e entidades, dentre outras, a fim de trabalhar na integração das atividades conjuntas em prol da população”, enfatiza.
Ela também não esconde a satisfação de estar à frente da Fundação e dos desafios que são colocados no dia a dia para quem trabalha com cultura. “É uma responsabilidade enorme, mas uma satisfação ainda maior. Além de poder pensar e planejar ações que proporcionam inclusão, bem estar mental, emocional e físico às pessoas, é prazeroso poder vivenciar cada uma dessas experiências. Estar na Casa de Cultura é realmente um presente