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14 de agosto de 2015
Muita vida e energia aos 104 anos
Uma jornada que começou em 1911 em Santa Cruz do Escalvado, cidade próxima à Ponte Nova, ano em que Geraldo Vieira Pinto, o “Ge-raldinho”, nasceu. Comerciante desde sua juventude, dedicou a vida a criar as seis filhas e cuidar da esposa e companheira, Maria Vieira Barcelos, com quem viveu junto por mais de 80 anos.
O senhor Geraldinho já trabalhou em farmácia, armazém, loja de tecidos, além de ter atuado na lavoura por cinco anos, mas um dos seus principais e gratificantes serviços foi na Praça do Mercado, em João Monlevade.
Em meados de 1960, o comerciante, juntamente com a família, veio para João Monlevade. “Desde que chegamos à cidade moramos na rua Gomes Batista. Não havia água encanada e nem luz elétrica. Havia próximo de casa algumas poucas residências, a Igreja Católica e mato”, relembra a filha Maria do Carmo Vieira.
Assim que chegaram a Monlevade, Geraldinho abriu uma mercearia na Praça do Mercado, junto com um amigo. “Depois de um tempo comecei meu próprio negócio, que era diferente para a época. Lá podiam ser encontrados queijos, cereais, doces, condimentos, artigos para pássaros e para festas, materiais descartáveis, entre outros. Fui eu quem trouxe o saquinho de chup-chup para Monlevade. Ia toda semana para Belo Horizonte buscar mercadorias”, relata o ex-comerciante.
A mercearia de Geraldinho ficou aberta até o ano de 1981, quando se aposentou. “Lá era um comércio vivo. Havia muitos clientes e amigos. Parecia um formigueiro, com funcionários da Belgo e de empreiteiras. A gente trabalhava até aos domingos”, destacou.
Mas quem pensa que o senhor Geraldinho parou de trabalhar, se engana. Depois que saiu da Praça do Mercado, passou a ser funcionário do supermercado Comil. Ficou no estabelecimento por 17 anos e conta que quando resolveu sair os colegas de trabalho se emocionaram. “Quando avisei para uma funcionária que era meu último dia no Comil, ela ficou com os olhos cheios de lágrimas e disse que eu não deveria ir embora, pois era um bom companheiro de serviço”, relatou.
Geraldinho trabalhou até os 101 anos, pois, segundo suas filhas, ele não gosta de ficar parado. “Além de ser comerciante, ele sempre gostou de fazer artesanato em madeiras, como colher de pau, ratoeira e outros artigos”, conta Maria da Conceição.

Alegria


Um dos prazeres do senhor Ge-raldinho é ouvir pelo rádio os jogos do time do coração, o Atlético Mineiro. Perguntado sobre como está a equipe no Campeonato Brasileiro, ele disse: “Tem um argentino jogando bem este ano, né?”.
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