Variedades
12 de dezembro de 2014

AMAS: conjugando o verbo ajudar

Há pouco mais de 10 anos, a Igreja Metodista de João Monlevade viu no bairro Nova Esperança a necessidade de criar oportunidades de entretenimento e lazer para as crianças e jovens. Por isso, foi criada a Associação Metodista de Assistência Social (AMAS) no dia 18 de junho de 2004. Uma iniciativa que deu certo, mas que, hoje, enfrenta dificuldades financeiras e de mão-de-obra para manter o objetivo de tirar as crianças e adolescentes das ruas, das drogas e da criminalidade.
Atualmente, a AMAS atende a 45 crianças e adolescentes de 6 a 14 anos que realizam atividades como ballet, futsal, artesanato, tênis de mesa, reforço escolar e estudo bíblico. Antigamente, a AMAS também oferecia aulas de capoeira e de violão, mas as classes foram suspensas por falta de professores. Para o presidente, Luiz Wagner Santos, a principal função da instituição é transferir valores às crianças para que se tornem pessoas de bem. “Aqui, as crianças e adolescentes aprendem noções de cidadania, respeito às leis, cuidado com o ser humano e respeito às pessoas. O nosso principal objetivo é fazer com que se tornem adultos responsáveis e preocupados com o outro”, ressalta.
Segundo a coordenadora Estela Maris do Carmo Estevam Araújo, é por meio das atividades que os alunos refletem questões pertinentes à sociedade e à formação deles para o futuro. “Em todas as datas especiais, trabalhamos temas que refletem diretamente na vida deles. Um exemplo é o Dia da Consciência Negra, que foi trabalhado e estudado aqui com eles. É assim que formamos cidadãos melhores”, acrescenta.

Dificuldades



Entre as dificuldades enfrentadas pela AMAS atualmente, destacam-se a falta de mão-de-obra, que é toda voluntária, e recursos para manter a infraestrutura da instituição. De acordo com Luiz, todo recurso recebido pela Associação chega por meio de doações.
O presidente acredita que a Prefeitura poderia ajudar com um pouco mais de afinco, mas não tem sido feito. “Desde o início do ano solicitamos que seja feita a capina na área externa e, até hoje, não conseguimos. Na época, o prefeito Teófilo Torres (PSDB) autorizou o serviço, mas não foi executado. Pedimos ajuda porque não temos renda”, ressaltou.
Ainda segundo Luiz, atualmente a AMAS busca recursos para registrar seu Estatuto, que foi reformulado recentemente. “Precisamos de R$567 para registrar o Estatuto e, então, conseguirmos a Declaração de Utilidade Pública Estadual. Com isso, conseguiremos mais verbas para construir nossa quadra de futsal e não precisar mais deslocar as crianças para a quadra do bairro”, explica.

Solidariedade



Da rivalidade entre os dois maiores clubes de futebol de Minas Gerais nasceu uma das principais ajudas recebidas pela AMAS nos últimos tempos. Segundo Luiz, hoje, a única ajuda certeira recebida pela instituição vem das torcidas organizadas do Atlético e do Cruzeiro, a Galoucura e a Pavilhão Independente.
Segundo Luiz, há alguns anos, a Pavilhão arrecadou grande quantidade de sucos para a AMAS e, com isso, a Galoucura entrou na onda de solidariedade e também ajudou a instituição. “Era verão e a Pavilhão arrecadou uma quantidade tão grande de sucos que fizemos estoque para o ano inteiro. Com isso, a Galoucura também quis ajudar e fez campanhas de arrecadação. Da rivalidade dos clubes, nasceu a solidariedade”, explicou.
Para ajudar a AMAS com qualquer quantia em dinheiro, alimentos, brinquedos ou para oferecer trabalho voluntário, basta procurar a sede da instituição, que fica na rua 3, nº 84, no bairro Nova Esperança.